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sexta-feira, 26 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Letras azuis








Em letras azuis eu escrevi vermelho,

com letras vermelhas eu escrevi um dia,

com uma letra branca eu vi a cor ao redor,

um dia eu olhei ao meu redor,

e nas letras pretas e sérias escrevi...












quinta-feira, 11 de junho de 2015

A extraordinária noite na casa dos Smith







Uma família Smith qualquer está vivendo sua vida normalmente, até que surge a empregada que anuncia que seus convidados, os Martin, chegaram, e então transformam uma noite qualquer em uma extraordinária noite na casa dos Smith, principalmente após a misteriosa chegada do capitão dos bombeiros. 
A extraordinária noite na casa dos Smith consiste na apresentação do texto A Cantora Careca de Eugene Ionesco, por meio de uma linguagem híbrida, com influências bretchianas, artoudianas, grotowskianas, flertando com um cenário “hiper-realista”. A peça inseri a plateia no nível cênico, quebrando o conceito de divisão de palco e plateia. A proposta é incorporar o público dentro da cena, não apenas como espectador, mas também fazendo parte do cenário.
Conservando o vocabulário proposto pelo autor, o texto original além de ser adaptado terá cenas modificadas. No texto A Cantora Careca, Eugene Ionesco cria conversas bizarras e desprovidas de sentidos entre os personagens. Desta forma, encontram-se diálogos efêmeros, fúteis, superficiais, problema encontrado nas relações humanas da atualidade. A interpretação dos atores se apropriará em parte do teatro físico, resgatando uma referência à estética simbolista.
Com direção coletiva do grupo.
Elenco: Adalberto Hoch, Letícia Delay, João Cruz, Redwan Messmar e Sofia Falco.
Cenário: Adalberto Hoch  e Letícia Delay.
Iluminação: Adalberto Hoch, Letícia Delay e João Cruz.
Figurino: Redwan Messmar e Sofia Falco.
Sonoplastia:  João Cruz e Sofia Falco. 

A montagem será apresentada nos dias 12 às 18:00 e 20 às 21:00 do mês de Junho, de 2015, no Laboratório de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, situado na Linha Verde (BR 116) - Km100, n° 11848 - Prado Velho, Curitiba - Paraná. Com classificação etária, 12 anos. Com capacidade máxima de números de 30 (trinta) pessoas por apresentação.























terça-feira, 9 de junho de 2015

Capitu







 Estou fazendo esta postagem para falar um pouco sobre uma minissérie inspirada em um livro, que sinceramente não consegui concluir nenhum dos dois, mas gostei, se é que isso é possível, mas também como para mim foi uma boa experiência ter conhecido está minissérie pensei que talvez fosse de alguma utilidade falar sobre ela aqui. Os textos a seguir são derivados de minhas pesquisas percepções e predominantemente um trabalho acadêmico da disciplina de crítica teatral - Fazer o que né!?
        Capitu é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 9 e 13 de Dezembro de 2008, em 5 capítulos. Baseada no romance Dom Casmurro de Machado de Assis, foi escrita e direção geral e de núcleo de Luiz Fernando Carvalho. A produção foi uma homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis, autor do romance no qual a série se baseia, Dom Casmurro.
A história se passa por volta de 1857, na cidade do Rio de Janeiro. O narrador realiza uma trajetória pelos bairros e ruas do Rio, desde o Engenho Novo, onde escreve sua obra, até a Rua de Matacavalos, onde passou sua infância e conheceu Capitu (Capitolina). Bentinho e Capitu casam-se em 1865 e separam-se 1872. Depois de alguns anos tentando ter um filho, Capitu dera à luz Ezequiel, cujo nome é uma homenagem ao melhor amigo de Bentinho, Ezequiel Escobar, a quem conheceu quando estudaram juntos no seminário. Bento enxerga no filho a figura do amigo recém-falecido, afogado na praia, e fica convencido de que fora traído pela mulher, o que faz Bento recorrer ao suicídio. Neste momento Ezequiel entra em seu escritório, e Bento decide matar a criança, desistindo no último momento. Ao invés disso, fala ao garoto que não é seu pai, e Capitu escuta tudo, lamentando-se pelo ciúme de Bentinho, que, segundo ela, fora despertado pela casualidade.
O livro é escrito em primeira pessoa e o narrador é Bento de Albuquerque Santiago que relata os acontecimentos de sua vida e sua relação com Capitu tudo isso é posto na visão do narrador sendo assim tudo que se passa é apenas um ponto de vista, pensando assim o diretor da mini-série coloca o personagem Bento como narrador colocando suas versões sobre os acontecimentos, o Bento dialoga com o espectador um artificio do diretor de mostrar o mesmo que o autor quis passar uma visão e apenas isso de uma situação que se é verdade  ou não isso o leitor ou espectador faz a sua reflexão e a tire sua própria conclusão.      
A minissérie Capitu, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, dialoga ininterruptamente com a linguagem teatral em toda a construção do minissérie,  apesar de ser uma linguagem  audiovisual, optou por utilizar predominantemente de elementos teatrais. A partir das descrições contidas no romance em que Bento de Albuquerque Santiago narra em primeira pessoa e a comparar a vida a uma ópera, e vive transtornado com seus conflitos internos e relacionados a sua família, a linguagem teatral está colocada até mesmo no jeito que é gravado e coloca o espectador como se estivesse assistindo uma peça de teatro, esta também remete a elementos do  teatro épico, como por exemplo onde há um narrador, há quebras e construções de momentos bastante expressivos tanto na interpretação dos atores, no figurino, na direção, na maquiagem e até mesmo no cenário, que é possível verificar visivelmente que foram utilizadas locações estritamente associadas ao fenômeno teatral. Devido à teatralidade da minissérie ela pode gerar um efeito de estranhamento, ou seja, causar um distanciamento ao espectador presenciar tantos elementos teatrais pode sentir uma sensação de estar assistindo uma peça teatral.
Consideramos o diretor audacioso, por colocar elementos teatrais, principalmente na interpretação dos atores num ambiente sútil que é a linguagem audiovisual, sendo assim essa inovação nos faz refletir quanto a necessidade de uma padronização no formato audiovisual e até que ponto há realmente esta necessidade. A minissérie nos agradou pois essa audácia nos mostrou uma nova perspectiva artística.
 Confesso que tanto a série quanto o livro só foram me chamar a atenção após ter que fazer trabalhos a respeito deles no ensino médio e posteriormente na faculdade. Mas a minissérie se mostra bem inovadora e é apenas um dos trabalhos deste mesmo diretor que também criou mais tarde Hoje é dia de maria e Saramandaia que particularmente me agradaram e me deixaram curioso.











segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ler




Um x e uns gibis,
a raposa e o fogo,
são quase duas
olho e analiso
parece que eles
não querem me ajudar!
Nem Máquina para os deuses
me acodem,
queria seu abraço agora,
me desculpa!
E a cada trem que ouço
me modifico
pisco, escuto,
quase grito!
 E agora escrever.