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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Poema do recall








 - Inspirado por meu pai Alci.


Devolvam meus poemas
todos os que publiquei.
Se acharem os defeitos,
comentem aqui abaixo.
Sério, estão incompletos
faltando versos.
Em caso de qualquer transtorno: 
não me levem a mal.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

De dentro do meu lugar











De dentro do meu lugar


pouco consigo ver do céu
 é tudo muito comum e sobre mim
mil referências sobre um indivíduo
um indivíduo só sem fim
daqui vejo pouco dos outros
daqui é fácil imaginar o que há lá fora
mais ainda de errar com as impressões
se julgo o que há lá fora
se digo sem sair daqui
 falo com sobras
caverna que eu mesmo crio e entro
não conheço
não saberei se é verdade
a teoria da barriga que tem o rei
pois se o certo sou sempre o eu
nem a caverna do outro conhecereis
pouco dá sombra só
da sombra que escapa
do lugar do outro
num talvez










terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sobre sociologia, teatro negro brasileiro e Roger Bastide

 

 

 

Sobre sociologia, teatro negro brasileiro e Roger Bastide

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Primeiramente: para contextualizar, este foi um texto desenvolvido no âmbito acadêmico como resenha de um capítulo retirado do livro Roger Bastide: sociologia.
 
Roger Bastide (Nîmes, 1 de abril de 1898 — Maisons-Laffitte, 10 de abril de 1974) foi um sociólogo francês. Em 1938 integrou a missão de professores europeus à recém-criada Universidade de São Paulo, para ocupar a cátedra de sociologia. No Brasil, estudou durante muitos anos as religiões afro-brasileiras, tornando-se um iniciado no candomblé da Bahia. Apesar de sua aproximação com as religiões afro-brasileiras o sociólogo era protestante, Bastide era membro da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. 
Uma de suas obras mais importantes é O Candomblé da Bahia, reeditada em 2001 pela editora Companhia das Letras. Outra obra que merece destaque é As Américas negras: as civilizações africanas no Novo Mundo, editada pela EDUSP em 1974.















Roger Bastide: sociologia – Cap.5: A Sociologia do Teatro Negro Brasileiro

Por vezes, na arte não vemos ou, pelo menos, não reconhecemos obras de artistas negros, no teatro é ainda mais complicado e raro de conhecer algo que preencha a lacuna desta representatividade. Como um artista da cena pode conviver e se relacionar com esta realidade? Para analisar, apreciar e criar no campo das artes cênicas encontramos no entendimento da sociologia um amparo científico consistente e enriquecedor e que pode trazer luz sobre esta questão. Dentro da análise sociológica aqui estudada para compreender a expressão de um teatro negro brasileiro faz-se necessário com o estudo de Roger Bastide (1898 – 1974) uma retrospectiva histórica e abrangente, para posteriormente focar na temática do teatro negro brasileiro. Faço aqui uma leitura do texto do autor, apresentando as ideias dele em relação ao assunto.
Bastide inicia este capítulo com uma breve retrospectiva entorno da história do teatro e enuncia que o teatro “foi, de Ésquilo a Shakespeare, a expressão viva de toda uma comunidade”. Mas a partir do Renascimento ocorrem vários conflitos entre classes e grupos sociais, o que envolverá o teatro diretamente por consequência.
A partir do século XVIII, uma só classe vai dominar, a classe burguesa, e o teatro vai se tornar expressão unicamente dessa classe. Entretanto segundo o autor veremos posteriormente mutações profundas das antigas estruturas sociais, com novas classes e novos grupos que mesmo tendo capacidade porém não possuem poder. Essas revoluções nas estruturas levarão ao nascimento de novas aspirações que contestaram o teatro das antigas estruturas. Dito isto, o autor indica que o teatro negro só pode ser compreendido se integrado à crise mundial do teatro. O teatro burguês perdeu o caráter litúrgico e busca na cultura africana, em seus rituais e danças referência para encontrar um teatro essencial, Roger Bastide aponta que a partir desse processo o teatro-ritual religiosos, supera o teatro do século XIX dando destaque ao teatro negro. O teatro negro brasileiro é analisado pelo autor divido em duas partes, folclórico e teatro experimental dos anos 50, havendo dois tipos de teatros folclóricos, um criado pelos brancos para garantir a dominação e um outro com origem afro-brasileira (banto e nagô).

O autor nos traz primeiramente como exemplo desses teatros populares o combate entre mouros e cristãos, criado pelos brancos, coloca os escravos negros no papel de mouros, os eternos vencidos, com o objetivo principal de “desafricanizar” os negros integrando eles na cultura da nova sociedade branca. O autor ainda coloca como segundo exemplo de teatro popular de mesma origem do primeiro, o Bumba-meu-boi, que mostra uma imagem estereotipada dos negros onde é colocado como irresponsável, violento e selvagem, entre outros vícios, e bem como a luta de mouros e cristãos este jogo de representação também serve para dizer como o negro deve se comportar, assumindo comportamento, religião e costume dos patões brancos. 

Posteriormente examina a outra vertente folclórica do teatro brasileiro, Bastide passa a discorrer sobre o teatro popular de origem africana, tomando agora como exemplo o samba rural, jogo de enigmas codificado nas particularidades dos negros é um teatro do segredo, como forma de proteger a identidade e cultural ameaçada pelos brancos sendo uma dramatização de uma vivência coletiva e como outro exemplo o autor aponta o candomblé, como expressão dos desejos inconscientes de um ideal de sociedade que preenche uma função catártica, representada em estado de transe, e conforme a mudança da sociedade ocorre também ocorrem mudanças no candomblé para expressar o inconsciente do negro, com o tempo as petrópolis faram esse teatro se tornar puro folclore e o teatro erudito emergir dos intelectuais, escrito para os próprios negros e para os brancos.
Quanto ao teatro erudito, o autor diz que surge um teatro negro depois da Segunda Guerra Mundial, que vendo como o teatro dos brancos representava os negros através do discurso pintando com esteriótipos, logo era inferiorizador, porém mais potente na comunicação que o teatro popular dos negros, que apenas se utilizava de mímicas e danças. Este novo teatro dos negros recorreu a apropriação do discurso e assim passa a adquirir um maior valor pedagógico em sua expressão. Não só no Brasil, mas nos Estados Unidos e na África também em meados do fim da Segunda guerra mundial foram criados teatros de discurso com os mesmos objetivos, assumem então um caráter estratégico na busca por uma identidade, cuja importância num contexto maior seja percebida e reconhecida.
Com os anos percebeu-se a falta de dramaturgos negros e temáticas, é neste contexto também que surge o Teatro Experimental Negro, com objetivo de valorizar a beleza e importância do negro, fazendo ele aparecer no papel de herói. Contra qualquer ideologia de embranquecimento, fortalecendo a possibilidade do negro ser brasileiro sem rejeitar sua negritude.

Ao longo dos anos o negro recusou uma negritude que seria um racismo invertido, para se ver como subdesenvolvido e combinado a brancos subdesenvolvidos passam a desenvolver uma nova integração, à nova ideologia dos negros de melhoramento das condições econômicas da vida, medidas sociais, estudos e até buscar assim ascensão social.
Identificação e representatividade faz muita diferença, quando falamos sobre ascensão social. Ainda mais no teatro, uma arte da presença, da possibilidade do discurso e da potência presente na performatividade da cena, é impossível o teatro brasileiro crescer realmente em sua total potencialidade enquanto houver desigualdades pendentes, lacunas no meio artístico não preenchidas não por falta de competência, mas provavelmente por falta de oportunidade e visibilidade. Dito isto, vejo aqui apropriado trazer um exemplo positivo, o teatro negro brasileiro recentemente esteve muito bem representado com a maior exemplificação de representatividade e empoderamento de uma identidade racial possível atualmente, neste ano esteve em cartaz aqui no Paraná Macumba: Uma gira sobre o poder da Companhia Transitória de Curitiba. Uma peça muito bem desenvolvida, que demonstra o fortalecimento para as referências negras no teatro brasileiro. Um espetáculo que, em minha opinião, aponta a importância de reconhecer a beleza, grandiosidade e força da nossa cultura afro-brasileira.
É apenas uma lástima grande que no Brasil, com a maior parte da população sendo negra não se tenha uma produção proporcionar no teatro. Com base no estudo de Bastide, vemos ser reflexo de um passado terrível combinado com baixas oportunidades de ascensão social e alto índice de analfabetismo, ou seja, a pouca escolaridade reflete também que cultura num sentido amplo necessitada ser cultivada em todas as esferas da sociedade mas em principal nas instituições de ensino.
Para analisar, apreciar e criar no campo das artes cênicas encontramos no entendimento da sociologia uma explicação que nos remedia mas não nos soluciona a relação com o discurso que está ainda distante do negro no teatro brasileiro, poderemos um dia continuar então atrás da luz sobre este problema sociais. Por vezes, na arte não vemos ou, pelo menos, não reconhecemos obras de artistas negros, no teatro é ainda mais complicado e raro de conhecer algo que preencha a lacuna desta representatividade, como seria bom ter fresco na memória dezenas de espetáculos como “Macumba” para refletir sobre o teatro negro brasileiro.










quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cavalos


Cavalos






Poderia ser um dia ...lindo,
na paz,
ter calor, alegria e muita gente reunida.

Vem chegando a tropa
espetáculo começa
bem adestrados eles andam
A toda força, tomar gritos,
calar filhos e pais.
'Não foi nada demais'
Simples assim
Vão e ataquem até o fim, mas

Cavalos apenas
puxados por rédeas obedecem
ordem e progresso.
 A toda força, são cavalos e armas.
A matar a liberdade.
'Não foi nada demais'

Espetáculo ridículo
um cacique amaldiçoado
da tribo que continua
em praça nua
com circo
Poderia ser lindo 
Galopam na memória.

Com reza, hino e choro.
Desespero e engodo.
Atravessa constituições.
Galopam como o general.

Desocupam tudo
de praça a cabeça 
e casa 
 tudo que mereça
na escola ou rua
tira carteira e constituição
limpa assembleia e chão
no altar e lar.

Calar.

Um dia ...lindo, 
saudade paz,
ter calor, alegria e muita gente reunida
não matar a liberdade.
'Não foi nada demais'
Vem chegando a tropa.
Cavalos da capital.
















quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Poema 10 minutos





10 MINUTOS






Madrugada
nova
organismo surge
disparar a noite
então era difícil
prover
um espelho só
inacreditável final

Sim possível
bom
pensei paixão
perfeito regular
rei errado
  materna água
todo um passado
estampar repertório
infinito
novo










quarta-feira, 26 de julho de 2017

Diário






 DIÁRIO



todo dia
novas coisas
começos
nem registro
não tudo
muita coisa
algum capítulo obscuro
bem estranho
mas comum
o mal estar
todo dia
geral oficial
real e guerras
gera desastre
comum mas particular
 fala de outro
todo dia
que nunca viu
não quis ver
sentimento compartilhado
fins e fim
escolhas
muitas bolhas
todo dia
morte está nas linhas
assim continua
ciclos e ciclos
belezas relativas
formiguinhas no mar
sempre constante
registramos
todo dia.









terça-feira, 25 de julho de 2017

Na Parede


 

Na Parede





Resultado de imagem para domicio pedroso
Pintura de Domicio Pedroso





Na minha parede tem vários eus.
Pelo meu quarto tem pedaços de mim.
Em minha parede tem coisas que eu fiz.
Juro que deixo marcas no caminho,
publicamente me divido.
 Se aqui não toca é por mim.

Domingo no parque tem um pouco de mim.
O bom é que na irresponsabilidade,
ainda sou responsável.

Tem pouco tempo e desilusão.
Mas pela tristeza tem pedaços de mim.
No sorriso tem minha parede.
E em minha parede tem coisas que eu fiz.
Juro que deixo marcas no caminho,
publicamente me divido.

 Dentro de mim tem pedaços do mundo.
Na minha vida tem pedaços das paredes.
Do palco vazio tem pedaços do meu corpo.
Pelo meu quarto tem pedaços de mim.







domingo, 1 de maio de 2016

NOVA PÁSCOA!










Como em nova páscoa,
 um mundo sofrido,
 mostra um abismo,
profundo, parece que nada passa.

Mas páscoa se faz
na superação
vida nova, e crenças no coração.

Um povo que sofre
rebeldes, fogem da opressão,
povo pobre, mas nobre
sua páscoa, no deserto, procissão.

 Comunhão coletiva,
criação que precisa
ter marca objetiva.

Um bandido, que atentou
condenado, morreu, marcado,
em vida voltou,
evento hoje (que páscoa) comemorado.

Que vida passageira,
que tempo fugaz,
 chicotes, borracha, pregos, balas e areia.

Sofrem professores.
Falta de respeito, opressão
e cassetetes.
 Esperança continuam ensinando. 









quarta-feira, 27 de abril de 2016

As Dozeiras

 

 

 

Doze de Azevedo,

se vestia de azul,

gostava de correr na chuva,

  criança feliz,

mas não sabia o que é urubu.

 

Ouviu um grito!

A mamãe com cara louca,

  fazendo sinal de "vem",

 Foi, antes pulou uma poça,

chegou e levou um pito.

 

 Criança feliz,

"É aquela que corre e brinca!"

Dizia Tio Montão

O danado do Doze,

Gargalhou o quanto quis.





sábado, 23 de abril de 2016

O Ultrapensador







O Ultrapensador - Nem pense quem é, nem se pergunte como vive.







 Eu não sei se essa história existe, mas se existisse acredito que seria exatamente assim...



 Bom, primeiramente tudo começaria com um universo gigantesco que surgiu possivelmente de uma explosão, o que faz com que tudo esteja em movimento. Assim este seria um cenário perfeito para muitas coisa interessantes, como por exemplo estrelas que se movem, planetas que se movem em torno de estrelas, luas rodeando planetas e alguns planetas sendo habitados por seres vivos muito agitados. Um deste seres poderia ser um homem e se chamar Abelardo, Guiomar, talvez Jéferson, ou Lauro ou de repente Oscar. Enfim, Oscar seria um sonhador, um analisador, um ser racional, mas acima de tudo um pensador moderno, já sei um desses pensadores pós modernos!


 Em um dia de verão, Oscar acordava despreocupado até que ouvia um ruído engraçado vindo de sua barriga, sentiu um de seus braços formigarem, percebeu que estava com o ouvido meio entupido, escutou o tic-tac do relógio de parede que estava em cima de uma caixa no chão e viu o pouco de luz que clareava todo o seu quarto, estes eram sinais, pelo menos foi como Oscar interpretou o ruído, o formigamento, o ouvido do tic-tac e a luz, então começou a pensar na situação. "Logo será hora do café da manhã!" pensou com um olhar de investigador, começou então a planejar tudo o que faria para que fosse um perfeito primeiro café da manhã inesquecível na casa nova, afinal Oscar se mudou ontem a noite, vindo de uma cidade do interior não muito conhecida e agora era um morador de uma metrópole, dessas que aparecem em todos os mapas que mostram o país e seus estados. 

 Iria dar um salto grandioso para levantar de seu sofá-cama, fazer um breve alongamento, andar a até o banheiro onde se olharia no espelho e lavaria o rosto, depois correr até a janela e enquanto a abria juntamente com a cortina e a num ato de alegria dizer "BOM DIA SOL!", então na cozinha tomaria um delicioso café com leite fresco, acompanhado de duas torradas com manteiga, um pão de queijo e uma banana ou uma maçã.

 Iria sim, este foi o plano que estava decidido a colocar em prática, alguns segundos depois de se deparar com seu plano elaborado e conseguir obter um leve e lento impulso para levantar, tropeçou, agora que torceu o pé, foi sob leves gemidos de dor até o banheiro, onde fez sua higiene breve e desatenta sem nem olhar para o espelho, depois foi quase se arrastando para a cozinha onde abriu a geladeira, que por sua vez estava vazia, pois Oscar se mudou ontem a noite, "vindo de uma cidade do interior não muito conhecida e agora um morador de uma metrópole, dessas que aparecem em todos os mapas que mostram o país e seus estados" pensou ele.


 Com alguns trocados é possível fazer uma boa refeição por aqui? O que é uma boa refeição? Correu os quartos, os apartamentos do prédio os prédios da vizinhança, as ruas interrogando as pessoas, os parques próximos, em todos os lugares pessoas de todos os tipos respondendo essa pergunta, essa e muitas outras, com as mais variadas respostas, alguns oferecendo até alimentos de qualidade para ele, outros evitando o excesso de peso como principal preocupação, um rapaz muito grande, careca  e musculoso até iria ajudá-lo a montar uma boa dieta com boas refeições e aproveitar tudo da melhor forma. Visitando Vários restaurantes comendo coisas maravilhosas, este era um rapaz de sorte, se via praticamente ganhando dinheiro para comer, seria seu dia de trabalho e a melhor decisão sobre café da manhã que tomaria em sua vida, tudo ao mesmo tempo. Feliz como ninguém mais no mundo, retornou aos poucos para sua casa... Com alguns trocados é possível fazer uma boa refeição por aqui? Se perguntou olhando ao seu entorno. Ele nem havia se mexido do lugar ainda e estava cansado, extremamente cansado, pronto para dormir.




E assim foi o primeiro dia de Oscar em sua nova casa. Em um planeta sendo habitado por seres vivos muito agitados. E cada vez mais depressivos.







sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quase pára, amanhã Dez!


Eu vi uma obra, se construindo

não vi sozinho, nem parado

com uns Tru indo.


Oba! Alguém ta rindo.



Só fui e vi

não compreendi, ali

melhor seria um menino

cabeça de caqui!


Lá eu minto

na confusão

que eu assisto,

não fiz ideia, que dirão disso?


Seu corpo inerte em choque

assustado,

cedeu à fragilidade pela visão

como num labirinto.


Público, de bico.

Só quatro ou cinco parados

bom, esse armado

cansado, pobre faminto.





sexta-feira, 16 de outubro de 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia do professor







Uma rosa
na orelha, do professor
Manual lê
em aulas dobradas sim
coitado, que triste fim!

Antes do trabalho
quinze dias
os pensadores
- O que é esse trabalho?
(pensavam)
Cansaço então tomava conta
na escola.

Um chato de cabelo branco
giz no terno e mão
não apenas são, próprios alunos,
estudou com meu irmão,
era Pedro, o guru.






quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Um outro




Estava eu
um outro
frente a situação.
Comigo não!
Disse não.

Quem diria?
Longe da rinha.
Assim seria.
um outro
....


Um substituto
desejando um
transformando
um outro
fora de si.

Espreitando
esquiva, defesa
queria ser
um outro
mal era eu.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

NUm oLHO



 

 

NUm oLHO



De olhos fechados

olhando para cima

olho para mim

reflete mensagens

 profundidade imensa

se lágrima

intensa

 

 

 

 


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sonhar com...








Um pão, escondido
no escuro e inquieto
seu irmão, levado
matou no prato.






sexta-feira, 3 de julho de 2015

Poesia sobre uma quinta-feira lá.



Uma quinta-feira lá....

tava frio

mas estava feliz até,

viajei de ônibus, senti medo,

comi bolo, esfirra, pão e tomei café,

tava frio

mas estava feliz até,

vi pessoas se negando a pagar,

me assustei,

assinei documentos, me indignei,

com documentos assinados por outros,

fiz planos, para um futuro incerto

tava frio

comi bolo, esfirra, pão e tomei café,

mas estava feliz até,

corri perigos, andei rápido,

me assustei, tava frio, senti medo,

 mas estava feliz até,

 ou foi só imaginação.

Talvez em uma quinta-feira lá....




terça-feira, 30 de junho de 2015

Poesia perdida!



Eu tinha um poema
que falava do palhaço....
não sei onde ele foi parar.

Acho que se foi
na memória só um rastro,
agora está perdido.

Algumas pessoas gostavam dele
e já até me perguntaram sobre,
era emocionante, divertido e bonito.

Se alguém o achar
peço por favor,
não me devolva!

Obs: Seria muito mais triste, tenho medo que ele seja muito diferente de minhas lembranças.